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Ciência na indústria: CNI e Sebrae lançam programa para deep techs

Por Agência de Notícias CNI - Publicado 26 de março de 2026

Apresentado no Congresso de Inovação, programa vai acelerar startups de base científica e fomentar parcerias com a indústria; piloto será implementado em 2 anos com 40 deep techs


Foto: Iano Andrade/CNI

Desenvolver um ecossistema de inovação de base científica para a indústria brasileira, com menos risco para soluções inteiramente novas e transformando as startups de tecnologia avançada (deep techs) em grandes parceiras do setor produtivo. Essa é a proposta do Deep Tech Indústria, novo programa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Lançada nesta quinta-feira (26), durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, em São Paulo, a iniciativa surge para alavancar as estratégias de soluções totalmente novas - chamadas de inovações radicais - no Brasil e apoiar as empresas nas transições ecológica e digital.

O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Jefferson Gomes, explica que o programa tem como foco potencializar o conhecimento técnico científico das deep techs em estágios intermediários de prontidão tecnológica (TRLs) para atender aos desafios reais da indústria.  

"Mais do que tecnologias promissoras, as empresas querem ter parceiros de negócio sólidos. Com visão clara do mercado em que atuam, e de como realizar a redução do risco das suas tecnologias. Esse é o grande valor que vamos entregar neste programa: transformar pequenas novas empresas de base tecnológica em negócios capacitados a atuarem no mercado", adiantou o diretor da CNI. 

Para o diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, a ideia é unir os pesquisadores e fundadores das startups científicas e as indústrias - individualmente ou em consórcios de até três empresas - que necessitem de tecnologias de ponta para alavancar suas estratégias de inovação e enfrentar as disrupções das transições ecológica e digital. 

"Juntamos empreendedores e indústria para responder no que e como precisamos agir para transformar nosso potencial científico em grandes negócios de verdade, com impacto no mercado. O futuro da indústria é deep tech", ressalta.  

Como o programa vai funcionar  

O piloto será implementado ao longo de dois anos e dividido em três ciclos estruturados. Cada ciclo seguirá as seguintes etapas: 

  • Mapeamento de Desafios: Inicia-se com uma indústria âncora ou consórcio de empresas definindo seus maiores gargalos de competitividade, guiando a busca pelas deep techs mais adequadas para resolvê-los. 
  • Aceleração: 13 deep techs selecionadas por ciclo (totalizando 40 negócios) passarão por três meses de mentoria intensa. A equipe técnica da CNI e do Sebrae, junto às indústrias, apoiará as startups no desenvolvimento de uma tese de mercado clara, englobando estratégias de proteção de propriedade intelectual, captação de investimento, recrutamento e regulação.
  • Viabilização de Projetos: Ao final da aceleração, as deep techs proporão Provas de Conceito (PoCs) e projetos-piloto às indústrias. A expectativa é implementar até 10 projetos práticos ao longo do programa. Cada projeto implementado resultará em um "roadmap" (plano de escalonamento futuro) para garantir o crescimento da parceria. 

Para facilitar a adesão, parte dos custos de implementação do programa será coberta pela parceria CNI/Sebrae Nacional, exigindo uma pequena contrapartida financeira das indústrias, além do compromisso de disponibilizarem suas equipes técnicas para mentorar as startups. 

Além disso, os projetos aprovados poderão utilizar fontes de fomento existentes, como a parceria Sebrae-Embrapii, para reduzir os custos de desenvolvimento das soluções. 

As indústrias interessadas em formar os consórcios e participar dos ciclos do Deep Tech Indústria já podem iniciar o diálogo com a coordenação do programa pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (61) 3317-9355.

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