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Nova Indústria Brasil já investiu R$ 653,2 bilhões em 428 mil projetos, informa CNI

Por Agência de Notícias CNI - Publicado 25 de março de 2026

Radar da Indústria traz os principais resultados dos instrumentos da NIB nos últimos dois anos


Foto: Shutterstock

A 5ª edição do Radar da Indústria, relatório divulgado nesta semana pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresenta o resultado dos principais instrumentos contemplados na Nova Indústria Brasil (NIB), nos últimos dois anos.

Ao combinar um conjunto de programas e instrumentos complementares voltados a enfrentar gargalos da estrutura produtiva brasileira, a NIB busca avanços concretos ao direcionar recursos públicos e estimular o investimento privado.

P+P mobilizará mais de R$ 700 bilhões em quatro anos

Principal instrumento financeiro da política, o Plano Mais Produção (P+P) mobilizará mais de R$ 700 bilhões em crédito em quatro anos. Desse total, R$ 653,2 bilhões já foram aprovados nos dois primeiros anos, destinados a 428 mil projetos direcionados para as seis missões contempladas na política industrial.

Os R$ 300 bilhões destinados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) , principal agente financeiro do P+P,  já foram integralmente aprovados em projetos voltados à reindustrialização. Em razão desse desempenho, o banco anunciou, em fevereiro deste ano,  mais R$ 70 bilhões até o final do ano.

Depreciação Acelerada acumula R$ 2,6 bilhões em renúncia fiscal para as empresas

Outro destaque se dá ao Programa de Depreciação Acelerada. O programa já aprovou 6.363 pedidos, resultando em um volume estimado de R$ 2,6 bilhões em renúncia fiscal que beneficia as empresas.

Assim, em um cenário em que as máquinas e equipamentos industriais brasileiros possuem uma idade média avançada de 14 anos, o programa busca a modernização fabril, atuando na antecipação do abatimento tributário, o que resulta na melhoria do fluxo de caixa das empresas.

“Isso permite que a indústria atenda a outras necessidades operacionais com menos dependência de juros altos e consiga antecipar a realização de novos investimentos”, explica o superintendente de Política Industrial da CNI, Fabrício Silveira.

Segundo a CNI, como ainda existem projetos em avaliação, a renúncia fiscal do programa pode chegar a R$ 2,8 bilhões, o que representa 81,63% do limite total de R$ 3,4 bilhões autorizados para o ciclo.

Avanços na área de inovação

O documento da CNI ilustra desenvolvimentos concretos na área de inovação, a partir de recursos do BNDES, tais como:

  • Implantação de 15 plantas industriais pioneiras;
  • Aquisição de 86.230 equipamentos da indústria 4.0;
  • Construção e modernização de 216.313 m² de laboratórios e centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D);
  • Desenvolvimento de 25 softwares com uso inovador de inteligência artificial;
  • Desenvolvimento de 611 novos medicamentos, vacinas ou IFAs;
  • Criação de 223 novos produtos ou serviços (exceto medicamentos).

Continuidade e Política de Estado

Mesmo em um cenário internacional marcado por restrições comerciais e tensões geopolíticas, a Nova Indústria Brasil tem mostrado capacidade de mobilizar capital e induzir investimentos privados.

No entanto, o Radar da Indústria alerta para a necessidade de assegurar condições de financiamento mais favoráveis, com juros competitivos e atrativos ao investimento produtivo. O documento também destaca que os problemas estruturais enfrentados pela indústria nacional exigem esforços de longo prazo, ressaltando a importância da perenização da política industrial nacional, para se tornar uma política de Estado.

“A perenização da política industrial é fundamental para que o país avance no enfrentamento de problemas estruturais da indústria nacional. A reindustrialização exige objetivos claros, coordenação institucional e horizontes mais longos do que aqueles usualmente associados ao ciclo político. A continuidade e melhoria progressiva da política industrial também dará às empresas maior capacidade de planejamento para enfrentar os desafios globais da descarbonização, da eficiência energética e da adoção de tecnologias de ponta, essenciais para o ganho de competitividade”, ressalta Fabrício Silveira.

Confira outros destaques da  5ª edição do Radar da Indústria.

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