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Brasil Mais Produtivo e PotencializEE: saiba a diferença entre os programas e qual escolher

Por Agência de Notícias da Indústria - Publicado 28 de setembro de 2026

Iniciativas do SENAI em parceria com o governo federal apoiam micro, pequenas e médias indústrias


Foto: Shutterstock

Como caminho para enfrentar os desafios da indústria na busca por maior competitividade, há duas iniciativas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) em parceria com o Governo Federal voltadas à melhoria da eficiência das empresas: o Brasil Mais Produtivo (B+P) e o PotencializEE. O primeiro tem escopo mais amplo, com ações de melhoria de processos e transformação digital, enquanto o segundo é especializado em eficiência energética. 

Na prática, isso não significa que sejam questões separadas, uma vez que reduzir o consumo de energia, por exemplo, também pode diminuir custos de produção e contribuir para que uma empresa seja mais eficiente e competitiva. O próprio Brasil Mais Produtivo inclui a eficiência energética entre as ações de otimização dos processos industriais. Os programas, no entanto, têm abrangências e formas de atuação diferentes. 

O Brasil Mais Produtivo funciona a partir de diferentes modalidades de atendimento, de acordo com o perfil e as necessidades das empresas. A jornada pode envolver diagnóstico e melhoria da gestão, otimização dos processos industriais e transformação digital e inovação tecnológica. Nesta última frente, entram ações para adoção e desenvolvimento de tecnologias da Indústria 4.0. 

No PotencializEE, a empresa passa por uma avaliação do uso de energia para identificar oportunidades de eficiência energética, tanto em cargas elétricas quanto térmicas, e quais intervenções são técnica e financeiramente viáveis para implementação.  

Brasil Mais Produtivo 

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e desenvolvido em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio do SENAI, o Brasil Mais Produtivo atende micro, pequenas e médias empresas. A assistência varia conforme o nível de maturidade e suas necessidades.  

Na modalidade de otimização de processos industriais, por exemplo, consultores do SENAI realizam atendimento baseado em técnicas de manufatura enxuta e eficiência energética. O programa também conta com uma frente de transformação digital e inovação tecnológica, voltada à adoção de tecnologias da Indústria 4.0. Nessa etapa estão iniciativas como o Plano de Transformação Digital, projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) e o Smart Factory – pilar que atua na transformação digital com a  lógica de aproximar desenvolvedores de tecnologia de empresas que precisam aplicá-la.  

Na prática, fornecedoras de tecnologia produzem projetos de PD&I em parceria com Institutos SENAI de Inovação, com foco na aplicação de soluções da Indústria 4.0 em micro, pequenas e médias empresas. As soluções são validadas em ambientes reais de produção, permitindo avaliar sua aplicação e os efeitos sobre os processos industriais. 

PotencializEE 

O programa é voltado especificamente à eficiência energética de micro, pequenas e médias indústrias energointensivas. Sua finalidade é identificar onde e como diferentes fontes de energia são utilizadas dentro das empresas, apontar oportunidades de economia e apoiar a implementação de projetos capazes de reduzir o consumo, os custos e as emissões. 

Trata-se de um programa liderado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), coordenado pela ENBPar/Procel, executado pelo SENAI e com apoio técnico da agência alemã de cooperação internacional GIZ. Para ser considerada energointensiva, a empresa deve ter custo médio mensal com energéticos igual ou superior a R$ 10 mil. 

A atuação está organizada em quatro frentes: conscientização, capacitação e desenvolvimento de projetos; mitigação de riscos técnicos e financeiros; acesso a financiamento público e privado; e fortalecimento de políticas públicas. 

O atendimento começa com uma avaliação da empresa por especialistas do SENAI e, havendo potencial de economia, um diagnóstico mais aprofundado examina o uso da energia e o funcionamento de equipamentos e sistemas. A análise pode incluir, por exemplo, motores, bombas, sistemas de refrigeração e climatização, caldeiras, fornos, aquecedores, ar comprimido e geração de vapor. Além disso, o diagnóstico mapeia a viabilidade técnica e econômica das intervenções. 

Com base nos resultados, o programa apoia a empresa na implementação das medidas recomendadas. A atuação também inclui mecanismos para facilitar o acesso a financiamento e reduzir os riscos técnicos e financeiros associados aos investimentos identificados. 

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