Compartilhar

CNI

"Relação entre Brasil e EUA é estratégica para a indústria brasileira", diz presidente da CNI

Por Agência de Notícias CNI - Publicado 11 de maio de 2026

Ricardo Alban abriu reunião do Conselho Empresarial dos dois países; agenda faz parte da programação da Semana do Brasil em Nova Iorque


Foto: Iano Andrade / CNI

Nova Iorque - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, disse nesta segunda-feira (11) que o fortalecimento da relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos é fundamental para o setor industrial brasileiro, e a CNI está empenhada em estreitar os laços entre os dois países como forma de buscar benefícios mútuos. De acordo com o dirigente, a importância estratégica dessa relação foi o que motivou a CNI a organizar, pela primeira vez, o Dia da Indústria Brasil-EUA, evento específico do setor que integra a programação da Semana do Brasil em Nova York.

“Reafirmamos aqui o compromisso de trabalhar em favor de um ambiente de negócios que beneficie tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e em busca de soluções e com foco em entregas que reforcem a parceria bilateral e ajudem a construir um futuro mais próspero, inovador e sustentável para os dois países”, disse Ricardo Alban.

O dirigente abriu, nesta segunda-feira, em Nova York, evento promovido pelo Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (Cebeu). O encontro discutiu geopolítica e comércio internacional, prioridades do G20 e do B20 e estratégias para a construção de uma agenda comum na área de investimentos, tranformação digital e minerais críticos. 

Alban destacou que a CNI tem acompanhado com atenção e preocupação as mudanças ocorridas na política comercial dos EUA, especialmente no último ano. E que, diante do impacto que as medidas tarifárias, o aumento de barreiras comerciais e as incertezas no ambiente de negócios têm provocado em setores relevantes da indústria, é imprescindível haver coordenação e atuação conjunta reforçando o trabalho integrado entre a CNI, a U.S. Chamber of Commerce e a Amcham Brasil.

“Precisamos olhar para a complementaridade entre nossas economias como uma oportunidade concreta para aprofundar as parcerias produtivas, as relações comerciais e a cooperação tecnológica. Devemos nos unir e desempenhar um papel mais agregador para definir prioridades e ampliar o engajamento do setor privado em ações que tragam resultados efetivos”, destacou o presidente.

Alban informou ainda que, como este é um ano de eleições presidenciais no Brasil, a CNI apresentará aos candidatos à Presidência da República um conjunto de recomendações para promover o crescimento econômico e a inclusão social no país. Segundo ele, as propostas destacam a importância da construção de uma agenda de integração com os Estados Unidos, refletindo a prioridade que a CNI atribui às relações entre os dois países a médio e longo prazo.

“Esperamos que os governantes possam dar passos concretos para a adoção de medidas que reflitam os interesses empresariais e permitam uma maior aproximação entre as duas economias”, pontuou o presidente da CNI.

50 anos do Cebeu

Lançado em 1976, o Cebeu está completando 50 anos de atuação e se consolidou como uma plataforma de alto nível e grande influência, contribuindo para o avanço de temas relevantes para a cooperação entre os dois países.

“Esse capital institucional é ainda mais relevante diante dos desafios claros que marcam as relações entre o Brasil e os Estados Unidos”, disse Alban, ressaltando que o Cebeu é um dos mais importantes mecanismos de diálogo bilateral gerido pela CNI.

A abertura do encontro contou com a participação do presidente para a América Latina do Bank of America, Augusto Urmeneta; do vice-presidente global de Relações Institucionais da Embraer, José Serrador; e do CEO da Amcham Brasil, Abrão Neto.

Participaram do evento presidentes das federações estaduais das indústrias e de associações setoriais que fazem parte da delegação da CNI em Nova York; o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz; a gerente de Integração e Comércio Internacional, Constanza Negri; e empresários que estão nos Estados Unidos para participar do Dia da Indústria Brasil-EUA.

Outras Notícias