
Para conscientizar a sociedade sobre a importância de promover a igualdade de gênero no mundo científico e incentivar a participação feminina nas pesquisas, a Assembleia das Nações Unidas instituiu, em 2015, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado em 11 de fevereiro.
Dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) mostram que, apesar dos avanços, o percentual feminino na pesquisa ainda é menor em comparação aos homens. Elas são apenas 33,3% do total de pesquisadores no mundo. E também são minoria nas áreas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática): só 35%.
Indo para o cenário nacional, a participação delas aumenta. O Brasil ocupa a terceira posição entre os países com maior presença de mulheres na área, ficando atrás apenas da Argentina e de Portugal, segundo o Relatório da Elsevier-Bori, lançado em 2024.
O estudo aponta que, nos últimos 20 anos, o número de pesquisadoras que assinam publicações científicas aumentou de 38% para 49%. Além disso, houve um avanço expressivo nas áreas STEM, com a participação feminina passando de 35% para 45%.
Aline Cezar, de 28 anos, é um exemplo desse avanço das mulheres no mundo da ciência. A baiana entrou no Serviço Social da Indústria (SESI) Piatã aos 15 anos, foi uma das primeiras estudantes a fazer parte do programa de iniciação científica do SESI Bahia e, hoje, é engenheira de materiais do grupo automotivo Stellantis, antiga Fiat.
“Participar da iniciação científica do SESI foi muito importante para ampliar as minhas possibilidades, me inspirar e explorar novas oportunidades. Além de ter ajudado a consolidar o programa para outras pessoas”, destaca.
Um pouco da sua trajetória na ciência
Ainda na época da escola, Aline era integrante do grupo de tecnologias verdes e desenvolveu um saquinho de fécula de mandioca para substituir as embalagens em que as plantas são comercializadas.
Durante o curso de engenharia de materiais, a jovem passou pela Fortlev e Boticário, até chegar no grupo de desenvolvimento de produtos da empresa em que trabalha hoje, onde é responsável por pesquisar e selecionar os melhores materiais, visando uma produção sustentável, com materiais que tenham a menor índice de carbono.
“Trabalhar no desenvolvimento do produto é atuar antes do lançamento do carro para desenvolver as peças de acordo com o objetivo do cliente”, explica.

A importância da iniciação científica nas escolas
A iniciação científica tem o objetivo de apresentar o estudante ao mundo da pesquisa ainda na escola por meio de experiências práticas, permitindo que desenvolvam suas próprias investigações e análises.
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Essa prática promove o desenvolvimento de habilidades como desenvolvimento cognitivo, criatividade, raciocínio lógico, trabalho em equipe e autonomia, bem como prepara crianças e jovens para o mundo do trabalho.
